{"id":188,"date":"2020-09-03T16:03:58","date_gmt":"2020-09-03T20:03:58","guid":{"rendered":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/?p=188"},"modified":"2021-01-29T15:02:24","modified_gmt":"2021-01-29T19:02:24","slug":"orgaos-dos-sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/orgaos-dos-sentidos\/","title":{"rendered":"\u00d3rg\u00e3os dos sentidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Fun\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos s\u00e3o constitu\u00eddos de estruturas especializadas que nos permitem interagir com o ambiente \u00e0 sua volta. Os sentidos especiais s\u00e3o: a vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, equil\u00edbrio, olfato, tato e paladar. Cada um desses possui receptores altamente especializados que transmitem sinais para o sistema nervoso central, onde ser\u00e3o processados e interpretados.<\/span><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00d3rg\u00e3os dos sentidos<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: left\"><b>Vis\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-189 aligncenter\" src=\"http:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/visao-300x235.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/visao-300x235.jpg 300w, https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/visao.jpg 358w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A estrutura que faz a capta\u00e7\u00e3o das imagens \u00e9 a retina, que se encontra em uma das camadas que comp\u00f5em o globo ocular. Externamente aos olhos, situam-se as estruturas acess\u00f3rias: p\u00e1lpebras, c\u00edlios, conjuntiva, m\u00fasculos extr\u00ednsecos e aparelho lacrimal.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0As p\u00e1lpebras s\u00e3o dobras de pele que se projetam externamente aos olhos, protegendo-os. Quando est\u00e3o completamente fechadas sobre os olhos, impedem que cerca de 99% dos raios de luz as ultrapassem. Al\u00e9m dessa prote\u00e7\u00e3o, elas espalham a l\u00e1grima, que lubrifica os olhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A conjuntiva localiza-se internamente \u00e0 p\u00e1lpebra, dobrando-se no fundo da p\u00e1lpebra e estendendo-se at\u00e9 o limite da c\u00f3rnea, no globo ocular. As gl\u00e2ndulas lacrimais situam-se nas laterais superiores das \u00f3rbitas. Lan\u00e7am o seu produto nas conjuntivas, atrav\u00e9s de in\u00fameros canal\u00edculos, que se exteriorizam nas p\u00e1lpebras superiores. Parte da l\u00e1grima evapora e parte \u00e9 drenada, atrav\u00e9s de finos canal\u00edculos, cujas aberturas encontram-se no angulo medial das p\u00e1lpebras.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Os m\u00fasculos extr\u00ednsecos permitem o movimento dos olhos e das p\u00e1lpebras. Sua coordena\u00e7\u00e3o \u00e9 muito precisa e necess\u00e1ria para que focalizemos os objetos com ambos os olhos. Os c\u00edlios protegem os olhos da entrada de poeira e de excesso de luz.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Cada globo ocular \u00e9 constitu\u00eddo de tr\u00eas t\u00fanicas: fibrosa, vascular e interna. A t\u00fanica fibrosa \u00e9 a camada externa composta de duas estruturas: a esclera e a c\u00f3rnea. A por\u00e7\u00e3o branca que vemos \u00e9 denominada de esclera. A c\u00f3rnea \u00e9 transparente e situa-se anteriormente, no centro do globo ocular.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A t\u00fanica vascular \u00e9 a intermedi\u00e1ria do globo ocular. \u00c9 composta de tr\u00eas por\u00e7\u00f5es: a \u00edris, o corpo ciliar e a coroide. A cor\u00f3ide \u00e9 extremamente pigmentada e possui muitos vasos sangu\u00edneos. Essa pigmenta\u00e7\u00e3o absorve os raios de luz que passam pela retina. Projetando-se anteriormente \u00e0 cor\u00f3ide encontra-se o corpo ciliar, cuja estrutura muscular lisa, que quando contra\u00edda modifica a convexidade do cristalino, a lente do globo ocular. Essa altera\u00e7\u00e3o de forma \u00e9 denominada acomoda\u00e7\u00e3o do cristalino e permite o detalhamento da vis\u00e3o de objetos pr\u00f3ximos.\u00a0\u00a0O cristalino \u00e9 suspenso por ligamentos ao corpo ciliar, \u00e9 biconvexo e el\u00e1stico. Localiza-se atr\u00e1s da pupila e direciona a passagem de luz at\u00e9 a retina, e divide o interior do olho em dois compartimentos contendo l\u00edquidos diferentes. O compartimento anterior \u00e9 preenchido pelo humor aquoso, um l\u00edquido transparente que \u00e9 drenado para a corrente circulat\u00f3ria mantendo a press\u00e3o constante no interior do olho. J\u00e1 o humor v\u00edtreo preenche o compartimento posterior entre o cristalino e a retina, \u00e9 mais viscoso e n\u00e3o se renova.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A \u00edris \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o muscular mais anterior, ainda, de composi\u00e7\u00e3o muscular, disposta circularmente \u00e0 frente do cristalino. Sua por\u00e7\u00e3o central e perfurada constituindo uma passagem para a luz: a pupila.\u00a0\u00a0A \u00edris \u00e9 pigmentada e a organiza\u00e7\u00e3o dessa pigmenta\u00e7\u00e3o determina a cor dos olhos. A iris responde a reflexos que determinam a dilata\u00e7\u00e3o ou constri\u00e7\u00e3o da pupila, regulando a quantidade da entrada de luz nos olhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A t\u00fanica interna ou sensorial \u00e9 constitu\u00edda pela retina, composta por duas por\u00e7\u00f5es: uma nervosa, maior, disposta lateral e posteriormente e outra pigmentada disposta anteriormente. A camada pigmentada auxilia na absor\u00e7\u00e3o da luz. J\u00e1 a camada nervosa possui receptores para a luz, os cones e bastonetes, que s\u00e3o por ela estimulados, determinando impulsos nervosos que s\u00e3o transmitidos a \u00e1rea cortical da vis\u00e3o, para serem interpretados.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Audi\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A audi\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade de percep\u00e7\u00e3o do som. O ouvido \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que possui a capacidade de perceber e interpretar as ondas sonoras na frequ\u00eancia entre 16 at\u00e9 20000 Hz.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-190 aligncenter\" src=\"http:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/ouvido-300x233.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/ouvido-300x233.jpg 300w, https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/ouvido-413x320.jpg 413w, https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/files\/2020\/09\/ouvido.jpg 680w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Ouvido<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00c9 dividido em tr\u00eas principais regi\u00f5es, o ouvido externo, ouvido m\u00e9dio e o ouvido interno. O ouvido externo tem origem no pavilh\u00e3o auricular (orelha), segue no meato ac\u00fastico (canal auditivo) e termina no t\u00edmpano. A principal fun\u00e7\u00e3o do ouvido externo \u00e9 a capta\u00e7\u00e3o e a condu\u00e7\u00e3o do som ao ouvido m\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0J\u00e1 ouvido m\u00e9dio \u00e9 constitu\u00eddo por tr\u00eas pequenos ossos: o martelo, a bigorna e o estribo. Esses oss\u00edculos tem a fun\u00e7\u00e3o de ampliar as vibra\u00e7\u00f5es captadas pela membrana timp\u00e2nica, transmitindo-as atrav\u00e9s de um fluido no interior da c\u00f3clea, no ouvindo interno.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No ouvindo interno encontramos a c\u00f3clea, o vest\u00edbulo e os canais semicirculares todos eles s\u00e3o preenchido por um l\u00edquido. A c\u00f3clea \u00e9 destinada a audi\u00e7\u00e3o e nela os receptores encontra-se organizados em uma estrutura denominada \u00f3rg\u00e3o de Corti. As c\u00e9lulas nervosas do \u00f3rg\u00e3o de Corti sensibilizam-se e determinam impulsos nervosos, que s\u00e3o transmitidos para a \u00e1rea cortical da audi\u00e7\u00e3o, no c\u00e9rebro. O vest\u00edbulo e os canais semicirculares s\u00e3o destinados ao equil\u00edbrio. Os impulsos nervosos, tanto da audi\u00e7\u00e3o quanto o equil\u00edbrio, s\u00e3o enviados ao c\u00e9rebro pelo nervo vest\u00edbulo coclear.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Paladar<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O paladar \u00e9 a capacidade de reconhecer os sabores das subst\u00e2ncias. Na l\u00edngua encontra-se receptores especializados para os sabores salgado, azedo, amargo e doce e o un\u00e2mi. Os demais sabores s\u00e3o distinguidos por intera\u00e7\u00e3o olfat\u00f3ria<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Olfato<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A mucosa olfat\u00f3ria esta situada na regi\u00e3o superior das fossas nasais. As c\u00e9lulas olfat\u00f3rias s\u00e3o neur\u00f4nios bipolares, e suas extremidades (dendritos) apresentam dilata\u00e7\u00f5es elevadas, onde partem c\u00edlios quimiorreceptores excit\u00e1veis pelas subst\u00e2ncias odor\u00edferas. Os prolongamentos axiais formam filamentos que, em conjunto constituem o nervo olfat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Os filetes do nervo olfat\u00f3rio atravessam os orif\u00edcios da l\u00e2mina crivosa do osso etmoide e terminam no bulbo olfat\u00f3rio. Do bulbo olfat\u00f3rio, os est\u00edmulos se dirigem para a \u00e1rea cortical do c\u00e9rebro, respons\u00e1vel pela interpreta\u00e7\u00e3o do olfato.<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Tato<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00c9 o sentido respons\u00e1vel pela percep\u00e7\u00e3o est\u00edmulos mec\u00e2nicas suaves no maior \u00f3rg\u00e3o do corpo humano: a pele. Esses est\u00edmulos s\u00e3o percebidos por estruturas especializadas, os corp\u00fasculos de Meissner que se localizam na derme, a segunda camada da pele. Esses receptores determinam est\u00edmulos que ser\u00e3o conduzidos pelos nervos sensitivos ao sistema nervoso central para serem interpretados. Em algumas localiza\u00e7\u00f5es esses receptores est\u00e3o em maior n\u00famero, por \u00e1rea. Como nas palmas das m\u00e3os e planta dos p\u00e9s. O tato proveniente dessas \u00e1reas \u00e9 denominado tato epicr\u00edtico. O tato proveniente do restante da pele \u00e9 denominado protop\u00e1tico.<\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">Curiosidade<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">As imagens 3D<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A realidade 3D tem estado em evid\u00eancia, mas o que seriam as grafias de tr\u00eas dimens\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ao observarmos uma imagem de um objeto, conseguimos diferenciar duas dimens\u00f5es: a altura e a largura. O advento das imagens 3D faz da profundidade das imagens, um elemento essencial para a experi\u00eancia de ter as imagens saindo, dos papeis ou das telas de cinema, tv ou computador.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: inherit;font-style: inherit\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O 3D \u00e9 obtido pela proje\u00e7\u00e3o de duas imagens, da mesma cena, em pontos diferentes de observa\u00e7\u00e3o. O nosso c\u00e9rebro se engana e funde as duas imagens, formando uma imagem que possui altura, largura e profundidade. As melhores imagens em tr\u00eas dimens\u00f5es s\u00e3o aquelas que n\u00e3o conseguimos perceber as duas imagens.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fun\u00e7\u00e3o: \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos s\u00e3o constitu\u00eddos de estruturas especializadas que nos permitem interagir com o ambiente \u00e0 sua volta. 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