{"id":356,"date":"2020-09-15T02:11:03","date_gmt":"2020-09-15T06:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/?p=356"},"modified":"2021-01-29T15:01:20","modified_gmt":"2021-01-29T19:01:20","slug":"epilepsia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/epilepsia\/","title":{"rendered":"Epilepsia"},"content":{"rendered":"<p>A epilepsia \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica bastante comum, acometendo aproximadamente uma em cada 100 pessoas. A doen\u00e7a \u00e9 caracterizada pela ocorr\u00eancia de crises epil\u00e9pticas, que se repetem a intervalos vari\u00e1veis. Essas crises s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de uma descarga anormal de neur\u00f4nios, que s\u00e3o as c\u00e9lulas que comp\u00f5em o c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0Causas<\/strong><\/p>\n<p>A doen\u00e7a pode ter diversas causas, que variam de acordo com o tipo de epilepsia e com a idade do paciente. Em crian\u00e7as, por exemplo, a an\u00f3xia neonatal (falta de oxig\u00eanio no c\u00e9rebro durante o parto) e os erros inatos do metabolismo (altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que existem desde o nascimento) s\u00e3o causas frequentes de epilepsia.<\/p>\n<p>Em idosos, por outro lado, as doen\u00e7as cerebrovasculares (acidente vascular cerebral, ou AVC), bem como os tumores cerebrais, est\u00e3o entre as causas mais frequentes.<\/p>\n<h3>Sinais e Sintomas<\/h3>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de crises epil\u00e9pticas, cada uma com caracter\u00edsticas diferentes. Um dos tipos mais comuns \u00e9 a crise t\u00f4nico-cl\u00f4nica generalizada, chamada habitualmente de conculs\u00e3o. Esse tipo de crise \u00e9 facilmente reconhec\u00edvel, pois o paciente apresenta abalos musculares generalizados, sialorr\u00e9ia (saliva\u00e7\u00e3o excessiva) e, muitas vezes, morde a l\u00edngua e perde urina e fezes.<\/p>\n<p>Outras crises, entretanto, podem n\u00e3o ser reconhecidas por pacientes, seus familiares e at\u00e9 mesmo por m\u00e9dicos, pois apresentam manifesta\u00e7\u00f5es sutis, como altera\u00e7\u00e3o discreta de comportamento, olhar parado e movimentos autom\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Em crian\u00e7as, por exemplo, \u00e9 comum a ocorr\u00eancia de crises de aus\u00eancia, caracterizadas por uma breve parada da atividade que a crian\u00e7a estava fazendo, \u00e0s vezes associadas a piscamentos ou movimentos autom\u00e1ticos das m\u00e3os. As crises de aus\u00eancia podem ocorrer muitas vezes ao dia. Em alguns casos, n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas prontamente, e s\u00f3 quando a crian\u00e7a come\u00e7a a apresentar preju\u00edzo do desempenho escolar normalmente apontado pelo professor na escola essa possibilidade \u00e9 considerada.<\/p>\n<h3>Diagn\u00f3stico<\/h3>\n<p>\u00c9 feito por meio da avalia\u00e7\u00e3o do hist\u00f3rico do paciente, com informa\u00e7\u00f5es sobre os tipos de crise apresentados, a idade de in\u00edcio dos sintomas, a hist\u00f3ria familiar, entre outras. Exames complementares s\u00e3o importantes para auxiliar no diagn\u00f3stico, como o eletroencefalograma, a tomografia de cr\u00e2nio e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do c\u00e9rebro. O diagn\u00f3stico apropriado da epilepsia e do tipo de crise apresentado pelo paciente permite a escolha do tratamento adequado.<\/p>\n<h3>Tratamento<\/h3>\n<p>As crises epil\u00e9pticas s\u00e3o tratadas com o uso de medica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, denominadas drogas antiepil\u00e9pticas. H\u00e1 mais de 20 drogas dispon\u00edveis atualmente para o tratamento da epilepsia nem todas comercializadas no Brasil.<\/p>\n<p>Com o tratamento cl\u00ednico (com medicamentos antiepil\u00e9pticos), cerca de dois ter\u00e7os dos pacientes t\u00eam suas crises controladas. Um n\u00famero significativo cerca de um ter\u00e7o por\u00e9m, continua tendo crises a despeito do tratamento cl\u00ednico.<\/p>\n<p>Para esses pacientes, outras op\u00e7\u00f5es de tratamento podem ser consideradas, como o uso da dieta cetog\u00eanica (semelhante \u00e0 dieta Atkins), principalmente em crian\u00e7as, e o tratamento cir\u00fargico. Outras formas de tratamento, como m\u00e9todos de neuroestimula\u00e7\u00e3o e o uso de c\u00e9lulas-tronco, ainda est\u00e3o sendo estudadas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a maioria das pessoas com epilepsia tem suas crises controladas com o tratamento medicamentoso e, portanto, podem ter vida normal, com pouca ou nenhuma limita\u00e7\u00e3o. O reconhecimento das crises e o diagn\u00f3stico correto permitem que o melhor tratamento seja iniciado precocemente e que o paciente possa retomar normalmente suas atividades.<\/p>\n<h3>Preven\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Algumas causas de epilepsia, como a an\u00f3xia neonatal e as doen\u00e7as cerebrovasculares podem ser prevenidas. Assim, um acompanhamento pr\u00e9-natal adequado e uma boa assist\u00eancia ao parto certamente podem colaborar para reduzir o n\u00famero de casos de epilepsia relacionados aos problemas do parto.<\/p>\n<p>Da mesma forma, o controle apropriado dos fatores de risco para doen\u00e7as cerebrovasculares, como a hipertens\u00e3o arterial\u00a0e o diabetes, levam a uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de acidentes vasculares cerebrais e, portanto, dos casos de epilepsia decorrentes dessa enfermidade.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.einstein.br\/einstein-saude\/doencas\/Paginas\/tudo-sobre-epilepsia.aspx\">http:\/\/www.einstein.br\/einstein-saude\/doencas\/Paginas\/tudo-sobre-epilepsia.aspx<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A epilepsia \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica bastante comum, acometendo aproximadamente uma em cada 100 pessoas. A doen\u00e7a \u00e9 caracterizada pela ocorr\u00eancia de crises epil\u00e9pticas, que se repetem a intervalos vari\u00e1veis. Essas crises s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de uma descarga anormal de neur\u00f4nios, que s\u00e3o as c\u00e9lulas que comp\u00f5em o c\u00e9rebro. &nbsp; \u00a0Causas A doen\u00e7a pode [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":40613,"featured_media":357,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40613"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":367,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356\/revisions\/367"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}