{"id":362,"date":"2020-09-15T02:15:51","date_gmt":"2020-09-15T06:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/?p=362"},"modified":"2021-01-29T15:01:20","modified_gmt":"2021-01-29T19:01:20","slug":"alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/alzheimer\/","title":{"rendered":"Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa do c\u00e9rebro. \u00c1reas espec\u00edficas, como as respons\u00e1veis pela mem\u00f3ria, linguagem, c\u00e1lculo, comportamento e demais fun\u00e7\u00f5es cerebrais come\u00e7am a parar o seu funcionamento e posteriormente a morrer.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo diferente do envelhecimento cerebral, pois ocorrem a\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas irregulares (com deposi\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas anormais).<\/p>\n<p><strong>\u00a0Incid\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil estima-se que cerca de um milh\u00e3o de pessoas sofram de Alzheimer. A doen\u00e7a acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos, podendo aparecer antes e tamb\u00e9m depois desta faixa de idade, por\u00e9m com menor frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma doen\u00e7a lenta e progressiva, que compromete as fun\u00e7\u00f5es cerebrais e piora o funcionamento do c\u00e9rebro do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>Causas<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio dos sintomas, como o esquecimento, at\u00e9 um comprometimento mais grave, com limita\u00e7\u00e3o de marcha e da capacidade de engolir, podem se passar de dez a 15 anos. A doen\u00e7a em si n\u00e3o leva \u00e0 morte, mas sim a complica\u00e7\u00f5es decorrentes do comprometimento de diversas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A medicina ainda n\u00e3o sabe a causa do Alzheimer, embora seja conhecido o processo de perda de c\u00e9lulas cerebrais. O que se sabe \u00e9 que existe uma forte rela\u00e7\u00e3o com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O Alzheimer n\u00e3o tem um car\u00e1ter nitidamente gen\u00e9tico, com transmiss\u00e3o direta de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. O que se estima \u00e9 que haja a transmiss\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o para desenvolv\u00ea-la, o que, junto a fatores ambientais, pode ou n\u00e3o desencade\u00e1-la.<\/p>\n<h3>Sinais e Sintomas<\/h3>\n<p>Os primeiros sinais s\u00e3o a perda de mem\u00f3ria e o comportamento alterado do indiv\u00edduo. N\u00e3o \u00e9 qualquer perda de mem\u00f3ria que devemos ficar alertas, mas \u00e0quela que se repete e come\u00e7a a comprometer o dia a dia da pessoa, interferindo no funcionamento das atividades pessoais.<\/p>\n<p>Estas perdas s\u00e3o cada vez mais progressivas e comprometem at\u00e9 mem\u00f3rias autobiogr\u00e1ficas do paciente (como nome dos filhos e netos).<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es comportamentais podem ocorrer desde o in\u00edcio e s\u00e3o muito frequentes no decorrer da doen\u00e7a. Indiv\u00edduos com Alzheimer podem ter caracter\u00edsticas depressivas, de agita\u00e7\u00e3o e de agressividade, ou at\u00e9 mesmo del\u00edrios e alucina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Diagn\u00f3stico<\/h3>\n<p>O diagn\u00f3stico atualmente se d\u00e1 com a entrevista m\u00e9dica e a exclus\u00e3o de outras doen\u00e7as por meio de exames de sangue e de imagem (tomografia ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica). N\u00e3o existe ainda um marcador biol\u00f3gico da doen\u00e7a, ou seja, um exame \u00fanico que o m\u00e9dico possa pedir e ter a seguran\u00e7a total do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<h3>Tratamento<\/h3>\n<p>Existem medica\u00e7\u00f5es atualmente que estabilizam a doen\u00e7a ou diminuem a velocidade de perda funcional em cerca de cinco anos ou mais, podendo oferecer mais tempo com qualidade de vida ao paciente e aos familiares. Apesar do Alzheimer n\u00e3o ter cura, estas medica\u00e7\u00f5es, desde que bem otimizadas, podem oferecer conforto e al\u00edvio.<\/p>\n<h3>Preven\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o bem balanceada, associada \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de fatores de riscos vasculares (hipertens\u00e3o, diabetes, obesidade) e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica adequada (aer\u00f3bica, no m\u00ednimo, tr\u00eas vezes por semana), \u00e9 a melhor forma de se tentar prevenir a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o existem rem\u00e9dios milagrosos ou procedimentos definitivos, por\u00e9m a medicina tem evolu\u00eddo rapidamente na busca dos melhores recursos para tratar e prevenir o Alzheimer.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.einstein.br\/einstein-saude\/doencas\/Paginas\/tudo-sobre-alzheimer.aspx\">http:\/\/www.einstein.br\/einstein-saude\/doencas\/Paginas\/tudo-sobre-alzheimer.aspx<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa do c\u00e9rebro. \u00c1reas espec\u00edficas, como as respons\u00e1veis pela mem\u00f3ria, linguagem, c\u00e1lculo, comportamento e demais fun\u00e7\u00f5es cerebrais come\u00e7am a parar o seu funcionamento e posteriormente a morrer. \u00c9 um processo diferente do envelhecimento cerebral, pois ocorrem a\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas irregulares (com deposi\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas anormais). \u00a0Incid\u00eancia No Brasil estima-se que cerca de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":40613,"featured_media":363,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40613"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=362"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":365,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions\/365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=362"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuanatomia.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}